Perguntas Frequentes

A Neuropsicologia, através de uma metodologia adequada, consegue avaliar as funções cognitivas: percepção, memória, atenção, função executiva, praxias e personalidade. Assim, elabora-se um perfil neuropsicológico do sujeito, identificando se o desenvolvimento dessas funções está adequado para faixa etária, escolaridade e história de vida. Olha só, vamos pensar num exemplo? É esperado que uma criança de 05 anos de idade consiga prestar atenção numa aula de 45 minutos? Bom, claro que não, pois esse estágio do desenvolvimento só é alcançado em torno de 9 anos de idade. Durante um processo avaliativo recorre-se a diversos recursos, como entrevistas clínica, testes cognitivos, observações comportamentais, escalas, inventários e questionários. Tudo isso a fim de avaliar as condições cognitivas e socioculturais, qualidade de vida, estado de humor, habilidades interpessoais, grau de independência, atividade produtiva do paciente, efeitos de procedimentos cirúrgicos ou tratamentos farmacológicos. De todo esse processo avaliativo resulta-se num laudo neuropsicológico. Este deve incluir aspectos descritivos, a interpretação dos dados obtidos e a identificação das habilidades “fortes e fracas”, assim como encaminhamentos e orientações para uma possível reabilitação.

Na Reabilitação Neuropsicológica buscamos delinear, planejar e adaptar intervenções junto ao paciente e cuidadores, nos níveis cognitivo, físico, comportamental e social almejando atingir o nível máximo de bem-estar. Por exemplo, após um traumatismo craniano, devido aos prejuízos cognitivos decorrentes da lesão, uma senhora não consegue exercer mais sua profissão de chef num restaurante, pois não se lembra das receitas dos alimentos. Nós, neuropsicólogos, podemos ajudá-la buscando melhorar sua qualidade de vida, assim como podemos reabilitar dificuldades de aprendizado, de atenção, de memória etc. O trabalho é interdisciplinar envolvendo outros profissionais de diversas áreas (médicos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, psicopedagogos), buscando a interação entre o paciente, a equipe, a família e até a comunidade. Esse tipo de tratamento só é possível graças a capacidade de nosso sistema nervoso central modificar sua estrutura e funcionamento através de estimulação e inibição ambiental (plasticidade neuronal ou neuroplasticidade). Há vários modelos de reabilitação cognitiva.

Você se distrai facilmente mesmo quando precisa concentrar numa tarefa? Ao terminar de ler um texto, se esquece do que acabou de ler? Não consegue fazer mentalmente cálculos pequenos? Tem dificuldade de seguir instruções longas?

Se a reposta foi SIM, talvez possa haver uma falha na memória operacional. Mas o que ela realmente faz?

Essa memória é responsável pela organização das informações no nosso sistema nervoso central, permitindo armazenar e processar os dados daquilo que você está fazendo nesse instante. Olha só, vamos pensar num exemplo? Imagine que você está assistindo à Tv e entra o intervalo comercial. Você rapidamente faz uma lista mental de coisas que pode fazer até o programa retornar, mais ou menos assim: “Vá ao seu quarto. Pegue seu celular na mesa. Ligue para seu médico. Marque a consulta. Volte depressa”. No momento em que a palavra médico aparece na sua cabeça, você lembra que esqueceu de pagar o plano de saúde desse mês. De repente, você se pega dentro do seu quarto pensando: “O que estou procurando aqui?”. Opa! Você acabou esquecendo o motivo que o levou a ir ao quarto. E aí, quantas vezes isso já aconteceu com você?

Por estar relacionada à capacidade de concentração e foco, ela é fundamental para o raciocínio e um bom aprendizado. Nós a utilizamos:

  1. No controle de atenção (p. ex. ao ler um livro, é ela que ajuda a lembrar do conteúdo visto e entender o que ainda está sendo lido).
  2. Ao tentar lembrar de instruções: atua em atividades que são divididas em etapas e possuem instruções (p. ex. preparando uma receita ou lembrando o percurso de um caminho).
  3. Na organização das informações: integra conteúdos recém-aprendidos a todo o conhecimento já adquirido.
  4. Na manutenção do foco atencional sobre tarefas e atividades que podem não ser tão interessantes para o indivíduo, auxiliando na concentração, evitando a distração por barulhos e ruídos.
  5. No raciocínio complexo:ajuda a lembrar de pontos importantes de aulas e palestras e a manter na mente todas as partes de um número na hora de fazer um cálculo.

Novidade no Brasil, o Cogmed é um treinamento online que busca estimular o desenvolvimento da memória operacional e, consequentemente, melhorar a capacidade de concentração, o controle dos impulsos e o desempenho em ações que exigem mais do cérebro. A memória operacional é responsável pela organização das informações no nosso sistema nervoso central, sejam elas recentes ou armazenadas há algum tempo.

O Cogmed é realizado sob a supervisão e apoio de um tutor certificado, podendo ser feito por crianças e adultos e é indicado para:

  • Estudantes
  • Atletas
  • Pessoas com déficit de atenção
  • Pessoas que utilizam o raciocínio complexo no dia a dia
  • Pessoas que buscam melhorar seu desempenho e produtividade

Graduação ou pós-graduação em Psicologia, Neuropsicologia, Pedagogia, Fonoaudiologia, Psicopedagogia, Medicina, Enfermagem, Licenciatura (nos cursos de Letras, Química, Matemática, Geografia, Física, História, Filosofia, Música, Educação Física e Educação Artística), Terapia Ocupacional e certificação de Coach reconhecida pela International Association of Coaching (IAC) ou a International Coach Federation (ICF).

A psicoterapia é uma intervenção desenvolvida para promover um funcionamento adaptativo pró-social, para melhorar a qualidade de vida. Muitas vezes está focada em lidar com o sofrimento decorrente dos transtornos mentas, como os transtornos de humor, das desordens de ajustamento, das obsessões-compulsivas, do stress pós-traumático e do abuso de substâncias. A psicoterapia é um processo que envolve o autoconhecimento de suas potencialidades, fraquezas e limites. Ensinamos comportamentos assertivos e manejo de ansiedade e agressividade. A Organização Mundial de Saúde [OMS] (2001) a define psicoterapia como “intervenções planejadas e estruturadas, visando influenciar o comportamento, o humor e os padrões emocionais de reação face a diferentes estímulos, com uso de meios psicológicos verbais e não verbais”. O atendimento psicoterápico pode ser realizado em encontros individuais ou grupais, podendo utilizar várias abordagens, como a terapia cognitivo–comportamental (TCC), psicanálise, terapia interpessoal, terapias de apoio, bem como várias técnicas, por exemplo, de relaxamento.